terça-feira, 4 de dezembro de 2012

AULA DIA 28/11/2012 – Surgimento da Literatura infantil


OBRA ESTUDADA: PAULINO, Graça. Para que seve a Literatura Infantil?. p.51-57, 1999.

TÓPICOS:
·         Literatura infantil e escola: Um intercruzamento. Buscava-se uma literatura para a escola desde sua origem.
·         Literatura Infantil e infância
·         Literatura Infantil e popular – Origem e proximidade.
·         Literatura Infantil e história: Ideologização.  (Literatura para construir ideologias)
·         A existência de várias infâncias, com realidades sociais diferentes.
·         A questão do consumo.
·         Os brinquedos são a representação de um mundo adulto.
·         Hoje a infância é muito idealizada, no sentido de criar uma ideia de como é a infância, de como ela se resume, e apenas aquilo.
·         A designação “infantil”: Desvalorização e critérios de avaliação.
·         A existência do duplo destinatário: A criança é um destinatário, mas não é o único, pois de certa forma haverá um olhar adulto lá.
·         Literatura Infantil como um sistema específico: Característica, público, circulação e critérios próprios.
·         Inclusão do sujeito em uma comunidade de leitores.
·         A competência leitora como objetivo central.
·         A literatura como parte deste objetivo: Ensinar a ler literatura (um caso especial de comunidade) - Competência literária.
·         Aprender a dar “respostas pessoais” a obras estéticas.
·         Educação literária: Formação da pessoa.


RESUMO: A literatura não surgiu para alfabetizar, mas a mesma acabou sendo utilizada como ferramenta para ensinar os pequenos a ler. O que fora questionado nesta aula em especial fora, “PARA QUE SERVE A LITERATUR AINFANTIL?”, texto alias de Graça Paulino, sentimos que a mesma fora criada como qualquer outra arte fora estabelecida, para nutrir a alma, ar anos trazer encanto, para proporcionar um entendimento de mundo. E criar um tipo de literatura especifica que atenda a um determinado público nos faz pensar que queremos incluir estas crianças em uma comunidade, a comunidade leitora. Discutiu-se também o fato de que existem vários cenários sociais e históricos e várias concepções de infância, sendo a atual, muito mais idealizada do que nas primeiras representações. A criança atual tem seu espaço, tem seu mercado e os livros como qualquer outro produto precisava atender a demanda, e assim fora feito. Nas escolas, além de auxiliar na produção de saberes, o mesmo fora massificado e deixando de ser arte virou atividade. Deixou de ser saboreado para ser reproduzido. Só que o que se procura é formar pessoas com um espirito alimentado literalmente. Nas palavras da autora explicitada acima:

 Evidentemente, as possibilidades de leitura literária exigem que o trabalho escolar seja repensado, assim como o processo de avaliação. Tudo isso só tem sentido num modelo menos imediatista e menos repetidor de conhecimento. Um modelo capaz de produzir também conhecimentos estéticos, integrando-o a vida dos cidadãos. (1999, p.57)